
Com cacos de telha, raspei o pus das feridas. Quando meus filhos foram engolidos pelo desastre, ergui o punho num gesto de júbilo. Meus bens foram distribuídos entre aqueles que aviltaram minha memória. Meus ossos repousaram junto às ossadas dos novilhos devorados pelos lobos. Então, quando a fímbria do manto divino tocou meu nome sonoro, Deus se lembrou de minha justiça e me sepultou para sempre na região sombria da incompreensão. (09/08/05)





