
Enclave, mas enclave movediço,
Uma criança brinca em teus olhos interrogativos
Vulnerável, na clausura viva da ferida,
entre o silêncio e um leve esgar de lábios.
O não dito grita a contradição de tudo,
E o melhor de nós não nos pertence.
O gesto da mão que pousa no jeans escuro,
Ao abrigo da crítica e da dureza,
Grita a falta que nos arrasta
À região onde gravita um certo eu
Que julgamos habitar em nós.
Mas quando a noite se insinua na paisagem,
Teu olhar, em rápida mirada,
Fixa o parapeito da janela.
Vida Viagem Vaga.
Uma criança brinca em teus olhos interrogativos
Vulnerável, na clausura viva da ferida,
entre o silêncio e um leve esgar de lábios.
O não dito grita a contradição de tudo,
E o melhor de nós não nos pertence.
O gesto da mão que pousa no jeans escuro,
Ao abrigo da crítica e da dureza,
Grita a falta que nos arrasta
À região onde gravita um certo eu
Que julgamos habitar em nós.
Mas quando a noite se insinua na paisagem,
Teu olhar, em rápida mirada,
Fixa o parapeito da janela.
Vida Viagem Vaga.
(Foto de Gabriel Marcel, à qual apliquei um efeito de luz)





